quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Escute o que diz a sua alma,

leve a vida com um pouco mais de calma. Deixe que o instinto mais puro te mostre o caminho. Quem tem fé sabe que não está sozinho ♪

Não tenha medo não,

quero fazer o que os seus olhos dizem pra eu fazer ♪

Nuvens que são só nuvens,

pois sei que o sol brilha sobre nós. Dias que são só dias, o tempo passa e ainda se ouve a voz ♪

Abandonados

Eles nascem na rua. Crescem ao léu. Acostumam-se com a miséria. Não vivem, tentam sobreviver à temporada de mortes, a todo absurdo.

O mundo é sua casa, a vida é sua escola, o crime é sua profissão, o lixo é seu alimento. Vivem de restos, de sobras, do que para nós não passa de inútil. São crianças que um dia já fomos. Carregam ódio e amor, mas carregam também compaixão. Compaixão que não encontramos dentro de nós.

O que se espera de alguém perdido assim? Que seja uma boa pessoa? Que respeite o próximo? Como aprenderão as regras do mundo se ninguém os ensina? Será que realmente sabem o que é honestidade? O que se acredita que acontecerá com alguém que sonha apenas em viver, que não se imagina em um futuro próximo?

Quem os ajudará? Onde vão morar? Será que viverão na espera da vinda de um anjo da guarda para levá-los ao céu?

Na vida, tudo tem um preço. O preço que pagamos por agirmos de determinada forma. Qual será o preço dessas crianças? Será que realmente têm culpa de precisarem levantar suas armas? De apertar o gatilho?

O que será que sentem ao verem vitrines e lojas? Coisas que nunca terão. O que se passa na cabeça desses pobres ao ouvirem nosso hino? Uma realidade de poucos.

A sociedade prega o bem, diz ter dó. Mas cada um de nós sabe que na prática, não agimos como deveríamos. Negamos algumas moedas. Restaurantes jogam comida fora. O que esse pouco seria capaz de mudar?

E de quem é a culpa? Dos governantes? Das pessoas? Não, a culpa é de todos. Se buscamos prosperar, os pequenos têm de evoluir em conjunto.

Como alguém consegue derramar lágrimas ao falar dessa realidade e nega uma simples doação a instituições? É ai que se encontra o problema, o falso e o verdadeiro nunca irão se separar.

Enquanto muitos buscam uma solução, as crianças continuam amanhecendo nas ruas. Dormindo no gélido vulto da noite. O início da destruição. O mundo disputando entre a fé e o lucro. Entre o perdão e a ganância.

São nossos filhos, nossos irmãos, mas são acima de tudo, crianças. 

                                                                             Por: Ana Victória Boa Sorte                     


- Baseado em Be Myself - Charlie Brown Júnior s2

                                                                                                            

Aprendendo a viver

Ela era linda. Tinha um sorriso capaz de alegrar a cidade inteira. Um brilho no olhar que iluminava o mundo ao seu redor. Não era perfeita, mas também não tentava ser. Era jovem, com medos e anseios, com dores e tristezas, sempre lutando contra a realidade, contra seus limites, sempre tentando superar suas dificuldades. Apesar de tudo, nunca tirava o sorriso do rosto.

Aprendeu a conviver com seu problema desde pequena. Ele nunca a incomodara. Andar de cadeira de rodas, precisar de ajuda para realizar grandes ou até mesmo pequenos movimentos não mais lhe constrangia. Ela não tinha vergonha de ser cadeirante. Não via tudo aquilo como azar ou pura maldade do destino, via como aprendizado. Nada a intimidava.

Ver crianças pulando não a fazia se sentir inferior. Ouvir comentários sobre sua vida não a deixava com pena de si mesma. Ela realmente tinha pena de quem ria de seus tombos, de quem a via como uma coitada, uma infeliz ou mesmo uma ninguém.

Seu nome era Beatriz. Significa felicidade. Vem do latim: aquela que faz os outros felizes. Era verdadeiramente assim. Trazia felicidade por onde passava. Quem olhasse no fundo dos seus olhos sentia um imenso bem – estar, nunca encontrado em lugar algum. Sentia pureza. Talvez por ela ser tão pura. De corpo e alma.

Com 14 anos, mais parecia 17. Uma bela moça, por fora e por dentro. Ideologias e pensamentos formados. Certeza em seus atos. Sinceridade no olhar.

Assim era Beatriz, rica de amor, paz, sinceridade, carinho, sabedoria. Mas pobre de saúde. Sua tetraplegia não retrocedia. A cada dia que se passava, a menina piorava. Os seus músculos ficavam cada vez mais atrofiados, mesmo com sessões diárias de fisioterapia.

Mas ela não perdia a fé, mesmo sabendo que suas chances eram poucas. Era nisso que acreditava: no pouco, no mínimo. Ele sim poderia evoluir e se tornar o máximo, o melhor.

O que realmente a entristecia era saber que sua doença era vista como castigo. Quando passeava em parques, via crianças. Via pais também. Eram eles que tiravam seu sorriso do rosto. Apontavam para a garota e diziam a seus filhos para obedecerem, caso contrário, seriam como ela.

Beatriz não conseguia segurar as lágrimas quando episódios como esses aconteciam. Chorava ali mesmo. Ficava abismada com tamanho preconceito. Não sabia como agir. Ficar quieta ou reclamar? Mesmo que quisesse questionar o emissor de tamanha barbaridade, as palavras não saíam de sua boca. Balbuciava sons embaralhados, e então desistia. Preferia que seus olhos falassem por ela.

Até que um dia surgiu uma oportunidade. Uma idéia, talvez utópica. Mas para alguém que não desiste dos próprios sonhos, nada é impossível. Beatriz iria falar, soltar tudo que estava engasgado a tempos em sua garganta.

Passou dias decorando discursos que pudessem tocar a todos, mas não conseguia. Mudança de planos. Falaria o que sentia no momento exato, no meio da praça publica, diante de toda a cidade.

O dia esperado chegou. Não quis se arrumar. Não queria mostrar beleza, queria mostrar verdade. Vestiu-se de modo simples e foi ao centro. Todos estavam à espera de um discurso imenso, onde ela falaria de toda a dificuldade de sua vida e como queria se curar.

Mas as pessoas ficaram abismadas ao ver como a menina viera. De cabelos cacheados e unhas por fazer, a garota subira ao palco sem papel algum. Sua cadeira foi deixada de lado e sentou-se numa poltrona já preparada para sua apresentação. Não falou lorotas ou embromações, simplesmente disse: Não é por que não tenho o movimento das pernas que não tenho sonhos. Eu vivo como todos vocês. Levanto todas as manhãs em busca de dias melhores. Eu quero, eu posso, eu consigo. 

                                                                                Por: Ana Victória Boa Sorte

sábado, 4 de setembro de 2010

Flamengo ♥

Nós somos mais que um time, mais que uma torcida, não somos uma simples arquibancada. Somos uma família, uma irmandade, formamos uma nação de amantes, que lutam, vibram, e que acima de tudo amam um time, o Clube de Regatas do Flamengo s2

perdemos,

mas perdemos com garra, demos o nosso sangue, a nossa raça, e é isso que importa. Vermelho eternamente s2